22 de novembro de 2012

‎"Eu te vi, e nem sabia quem era você e ainda não sei. Mas você chegou sem avisar e mexeu completamente comigo. Não sei como, não sei mesmo. Não sei seu nome, seu endereço, sua cor predileta, não sei sua idade, sua comida preferida, teu amigo favorito, não sei nada a seu respeito. Nada nadinha! E confesso, queria saber. Saber como você conseguiu mexer tanto comigo. Mexeu com os fios, com os nós da
vida, mexeu comigo e com toda civilização que mora aqui dentro. E queria saber como isso é possível! Alguém que nunca tinha visto antes, alguém que não sei informação alguma, mexer tanto assim comigo. E quando eu te vi senti um vazio, uma imensidão que não se preencheu. Foi tudo muito louco. Até agora estou boquiaberto sem entender. E qual foi à razão disso tudo acontecer? Não sei! Não sei quando exatamente irei te ver. E se um dia sem querer vamos acabar nos cruzando no asfalto ou na calçada, no corredor do prédio ou no trânsito. Não sei mesmo, não sei nem quem é você. A única coisa que eu sei é que sem querer você mexeu comigo, pra valer." (Pedro Smarth)

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