25 de março de 2016

Resenha: Uma vida para sempre - Simone Taietti


Oiiieee
Tudo bem com vocês?!
Hoje trago a resenha desse livro M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O, olha só essa capa que linda!
To A-P-A-I-X-O-N-A-D-A!!


Título: Uma vida para sempre
Autora: Simone Taietti
Editora: Novo século
Páginas: 351
Lançamento: 2014

Sinopse: Ethel diz estar morrendo. Contudo, não afirma isso apenas em razão de sua doença. Talvez a única certeza de nossa existência seja a morte, o fato de que ela chega para todos. Mas nem por isso deixa de ser a maior incógnita da vida. Em um hospital, em meio à dor das histórias dos pacientes, Ethel encontrou amigos. Entre passeios em cemitérios, frequentando velórios e enterros de estranhos, ela tenta preparar a si e aqueles que ama, para o que parece estar ali tão próximo, o fim. Entretanto, não esperava enfrentar algumas surpresas que a fizessem duvidar de tal preparação. As estatísticas ruins, a inexorável passagem do tempo. Onde reside a lógica disso que nos arranca pedaços, da súbita inexistência do que outrora era vívido e pulsante? Um corpo que jaz. Palavras que se perdem. A finitude de tudo o que é tão belo talvez seja a maior dor do mundo. Uma vida para sempre é um compilado de desejos, pensamentos e dias. Quanto dura o para sempre? Ethel descobriu.


"A dor ensina. A dor protege. Ela pode trazer momentos muito ruins para nossa vida, mas o que seríamos sem ela? Pois bem, eu acho que sei um pouco sobre isso...".

Pensar em uma vida sem dor parece ser uma coisa incrível para nossas vidas, mas pelo contrário, não há benefício algum, e Ethel sabe muito bem disso. A adolescente de 17 anos tem CIPA (Insensibilidade Congênita à Dor com Anidrose), ela não sente nenhuma dor e também não transpira, parece simples mas isso leva a problemas muito maiores, por não sentir nada ela pode quebrar um braço que não vai perceber.

Ethel vive em um mundo cercado de zelos e cuidados de sua mãe super protetora, que acha que o convívio com pessoas doentes de alguma maneira só fará mal a sua filha. No hospital onde fica a maior parte do tempo ela construiu grandes amizades, dentre elas Vitor, um rapaz um pouco mais velho portador de leucemia. Lá esta as pessoas que fazem parte de sua vida, e que a entende o que sente, pois passam pelas mesmas coisas, não em questão a saúde, mas em relação aos sentimentos e visão sobre o mundo.

Em meio a tantas tristezas este não é o foco da leitura, não só a autora como os próprios personagens trazem uma reflexão sobre a vida e a morte, o quão difícil é as pessoas aceitarem que ela um dia vem, e o quão complexa ela é.  Em meio a tudo o que acontecia, eles apenas viviam dia após dia, fazendo com que a vida fosse muito mais que tudo aquilo.
"Você não precisa descobrir que está morrendo para começar a viver."

A narrativa é contada diariamente, onde Ethel escreve diversas reflexões e fatos a cada dia, uma escrita que cativa o leitor. É impossível não se envolver com a história e não se deixar levar com a emoção que ele passa, dentre lágrimas e sorrisos o que o livro proporciona é as melhores sensações possíveis.



Com um coração sensível, Ethel não escapa da intensidade de sentir seus sentimentos. O enredo acontece dentre o convívio com sua mãe super protetora, as saudades de seu pai, o afastamento de uma amizade que volta à tona, uma senhora companheira com a saúde afetada e um romance complicado.

Seus pensamentos e suas ações rodeiam questionamentos sobre a morte, e o fato das pessoas não gostarem do assunto sendo algo natural e inevitável sobre a vida de todos. Com a ajuda de seus amigos ela consegue levar esta mensagem as pessoas, para quebrar um tabu na sociedade e tocar o coração das mesmas.
"Há quem acredite que devemos esquecer os mortos. Esta ideia me assusta um pouco."

Meu amor por este livro vai desde a maravilhosa escrita até a profundidade que a trama conseguiu me atingir. Desde as primeiras páginas me empolguei para continuar a leitura mas com um aperto no coração por saber que logo ela acabaria, é difícil desfazer os laços com os personagens e aceitar que acabou. Me surpreendi muito com o final, mas não posso falar dele sem conseguir não deixar escapar um spoiler, e um sentimento pulsante em meu coração. Durante a leitura e principalmente depois de acabada meus pensamentos foram longe, refleti por muito tempo e me joguei na história como se a mesma fosse real.



Uma vida para sempre traz um sentimento e uma leitura tão espetacular que não há palavras capazes para que eu consiga me expressar o amor e a gratidão que tenho por ele, e claro a autora. Este já é o meu livro preferido, pois aborda um tema tão profundo de uma leveza inexplicável.
"E se você descobrisse que este é o seu último dia? Ou que tem apenas dois meses de vida? Não seria confuso, horrível e triste? E então haveria os estágios. A negação, profunda depressão, raiva e outras coisas. Questionaria Deus e sua existência. Mas aí você se daria conta de que o tempo está passando. E começaria a correr. Refletiria sobre suas ações e, de fato, viveria como se não houvesse amanhã. Diria aquilo que quer, amaria mais e com mais intensidade, perdoaria algumas pessoas e mandaria outras para o inferno, cujos chiliques aguentou por todas a vida apenas por respeito. Provavelmente gastaria mais do que pudesse pagar. Faria aquela viajem incrível. Visitaria um asilo ou um orfanato e perguntaria a si mesmo: "Por que diabos eu não fiz isso antes?". Sentir-se-ia um perfeito idiota. Entretanto, iria se convencer de que fez o que pode e então deixaria esta terra. Porque é assim que as coisas acontecem e essa tal de morte é inevitável. Mas viver, meu amigo, é  opcional. Você pode escolher se quer apenas se arrastar pela sua triste existência ou fazer algo de valoroso. Então, escolha e faça de uma vez, porque eu ainda acho que são sortudos aqueles que sabem quando vão morrer. Eles aproveitam. É preciso lembrar que a morte geralmente vem desacompanhada de aviso prévio. E, aí? Vão se apenas planos então?".

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Espero que tenham gostado.
Fiquem com Deus.

"Porque o ouvido prova as palavras como o paladar prova as comidas."
Jó 34:3.

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