5 de maio de 2016

Ore Depois de Ler - 03h13



Olhei para mim e vi uma árvore seca, de galhos infrutíferos. O pouco de força que ainda me resta implora por chuva, e faz certo tempo que não chove por aqui, meu ser pede pela vida que a água traz. Não que eu não goste de ver o sol e me deliciar com seu calor, é que... ele está aqui há tanto tempo que me fere...
Só agora me dei conta de que eu passei por todo esse tempo de seca sem contatar Àquele que tem poder sobre todas as coisas, me lamentei só, sofri as dores das queimaduras de sol com a solidão da minha alma, e parecia me bastar. Parecia que enquanto eu mostrasse a Ele que estava em momentos de amargura, Ele traria o tempo que eu precisasse, fosse chuva, sol, vento... Mas só agora vejo o quão imaturo fui. Ele nunca virá arrombando portas, Ele nunca aparecerá sem ser chamado, se eu quiser que Ele venha e transforme minha circunstância, devo saber quem Ele é e como age. Devo buscar conhecê-Lo.
Olho para minhas raízes e vejo que não são nada profundas, eu não aguento qualquer mudança de clima prolongada pois minhas raízes são fracas, rasas, presas a coisas ínfimas, que não são suficientes para me manter com vida.
Soube desde o início Quem tem vida para me dar, mas insisto em me manter sempre só, tentando sobreviver com meu peso sobre as raízes frágeis. Achava que a culpa era Dele, que Ele fingia não me ver, quando na verdade, quem não O permite agir sou eu por não Lhe dar espaço. Não permito Sua aproximação, pois quero tudo do meu jeito.
Os tempos de seca são quando Ele não está aqui, e Ele não vem há tanto tempo por minha culpa. Porque não peço, porque não reconheço que minha suficiência vem Dele, porque prefiro me lamentar, me colocar em posição de vítima.
Satisfaço minha alma de raízes débeis. Cheguei no ponto crítico em que não posso mais me dar ao luxo de agradá-la, de fazer o que é mais fácil, se continuar assim, o pouco de vida que me resta se esvairá e de mim só restará um corpo estéril. Me perdoa, Rei, se tive que chegar até aqui, se Te fiz assistir ao meu sofrimento porque me era mais prático.
Teu amor nunca falhou comigo, mas vejo que nunca Te amei com verdade. Te peço que chovas aqui, mas que antes de chover me derrube, me corte os galhos que não tem vida, me arranque as raízes que já não prestam mais, me derrube ao chão e me plante de novo, me plante com raízes radicadas na Tua boa terra. Me plante novo, já cansei de ser velho e nulo para Ti, não me basta mais saciar os desejos da minha alma frívola, porque cada vez que vens és novo, então faz de mim uma planta nova para Ti.

Texto por Ana Carolina da Silveira
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Texto lindo tirado do facebook Ore Depois de Ler.

Espero que tenham gostado.
Fiquem com Deus.

Que Deus te abençoe!

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